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  • Espondilolistese: quando procurar um médico?
fotografia de mulher negra com expressão de dor. Ela está com dor no pescoço e nas costas, pois está tentando massagear com as mãos. Ela está sentada no sofá de sua casa.

Espondilolistese: quando procurar um médico?

As dores lombares e nas costas em geral são bastante frequentes em toda população mundial, e a espondilolistese é um dos quadros que podem gerar este sintoma, além de uma visível saliência na coluna vertebral.

A dor pode nem sempre ser o sintoma principal, mas os formigamentos, fraqueza muscular que, inclusive, indicam um agravamento da condição de saúde do paciente. É preciso estar atento a todos sinais e, principalmente, procurar a ajuda ideal.

Se você deseja entender melhor o que é espondilolistese e, então, conhecer os sintomas e tratamentos, continue com a leitura do artigo! 🙂

O que é espondilolistese?

Espondilolistese, também conhecido por anterolistese, é o deslizamento vertebral da coluna. O que ocorre, literalmente, é o deslizamento ou então escorregamento de uma vértebra sobre outra, causando uma saliência na coluna. 

Essa saliência pode ser nomeada por retrolistese (quando pra frente) ou anterolistese (quando pra trás). 

A espondilolistese pode acometer diferentes vértebras da coluna, no entanto, é mais comum que afete a região lombar, sendo facilmente confundida com quadros como estenose lombar.

  • Veja também 3 principais causas e prevenção da dor lombar

O que é espondilolistese ístmica?

Espondilolistese ístmica, também chamada de espondilólise,  é quando o deslizamento vertebral se assemelha a uma fratura na estrutura óssea vertebral lombar. Geralmente é causada na infância ou adolescência. 

Sua causa pode se encaixar no tipo de espondilolistese congênita! Falaremos sobre os tipos mais abaixo. 

Graus da anterolistese

O grau de deslizamento é graduado em uma escala de 1 a 4, entenda quais as porcentagens de cada um deles:

  • Grau 1: (25%)
  • Grau II: (50%)
  • Grau III:  (75%)
  • Grau IV: (deslizamento total), também chamado de espondiloptose ou ptose vertebral.

Os graus da anterolistese poderão corresponder a sintomas e tratamentos diferentes. Também, é possível que cada paciente reaja de uma forma diferente a cada grau.

Para uma melhor visualização de como esses graus afetam a coluna, confira a imagem de classificação de Meyerding: 

imagem de classificação de Meyerding a respeito do quadro de espondilolistese

Fonte: Dr. William Zarza

Quanto maior o grau, maior as chances de agravamento e complicações de outros quadros de doenças de coluna. 

É importante que o tratamento seja realizado a tempo para oferecer sua melhor performance, priorizando proporcionar uma boa qualidade de vida ao paciente.

Fale com um profissional agora mesmo!

Causas e tipos da espondilolistese

A espondilolistese, ou anterolistese, possui várias causas devido ao seu alto potencial de aparecimento e, também, considerando a ampla predisposição. Veja as principais causas da espondilolistese:

1. Displásica ou congênita

É uma causa mais comum em crianças, sendo considerado um quadro de “defeito congênito”, em que as vértebras L5 e S1 são afetadas, gerando instabilidade mecânica. 

2. Ístmica 

A espondilolistese ístmica, como mencionamos anteriormente, é uma fratura crônica na região chamada pars interarticularis, e também é uma causa de espondilolistese bastante frequente em crianças. Ela também pode ser nomeada por espondilólise.

3. Degenerativas

Já em idosos, a causa mais comum de espondilolistese é por razões degenerativas, pois o escorregamento é ocasionado pelo afrouxamento da articulação das vértebras L4 e L5, na grande maioria dos casos. Uma segunda possibilidade, é um quadro a partir de doenças complementares, como artrite e artrose.

4. Traumática

Existem também os acidentes, que geram trauma e podem impactar diversas áreas da coluna, causando além da espondilolistese, a mialgia e a sacroileíte.

Neste caso, não há uma predisposição específica. Pode ocorrer com qualquer pessoa.

5. Patológica

E por fim, pode surgir como uma consequência de doenças que fragilizam os ossos, principalmente tumor, infecções ou doenças osteometabólicas. Outros quadros bastante comuns podem contribuir com a evolução ou aparecimento da espondilolistese:

  • Hérnia de disco
  • Escoliose
  • Estenose
  • Artrose

Predisposição para espondilolistese

A espondilolistese é mais frequente em pacientes que apresentam algum quadro na coluna ou descompressão nervosa, como escoliose e artrite reumatoide. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolver o quadro, principalmente por ter como causa eventos traumáticos, como acidentes.

Sintomas da espondilolistese

Os sintomas da espondilolistese poderão variar considerando alguns fatores, como grau da anterolistese, histórico de saúde e estilo de vida do paciente. No entanto, existem sintomas que são bastante frequentes, são eles:

  • Estenose
  • Dor que irradia
  • há piora no quadro
  • Formigamento local
  • Perda da força no local
  • Isquiotibiais (encurtamento da musculatura posterior da coxa)
  • Dor lombar – leve a intensa e tende a piorar com o esforço físico
  • Desvios posturais – podem variar bastante de tamanho, aumentando bastante quando 

Há casos em que o paciente não sente dor, mas pode apresentar outros sintomas mais ou menos visíveis. Fique atento e saiba quando procurar um neurologista, se preferir, fale com um agora mesmo:

Converse com o Dr. Thiago

Diagnóstico de espondilolistese

fotografia de médico explicando para a paciente onde está localizada a dor da Espondilolistese, ele utiliza um esqueleto de plástico para isso.

O diagnóstico da espondilolistese é essencial para que o tratamento seja eficiente para cada paciente em específico.

Para diagnosticar o paciente com espondilolistese, é necessário realizar exames de imagens e físicos, além dos testes físicos. Alguns dos principais formatos de diagnóstico para o quadro são:

  • Radiografia
  • Ressonância Magnética
  • Tomografia Computadorizada

Qual tratamento para anterolistese?

Anterolistese, ou também, espondilolistese possui diferentes tipos de tratamentos, que irão variar a depender do quadro. As possibilidades gerais de tratamento são:

  • Medicamentosos: principalmente em espondilolistese grau 1 e 2, o tratamento é realizado apenas com analgésicos, anti-inflamatórios e corticoides. Eles poderão diminuir a inflamação e aliviar a dor. Pode-se incluir aqui também as injeções de corticoides.
  • Minimamente invasivos: a rizotomia química percutânea é um procedimento que auxilia no alívio de dores lombares através de agulhas guiadas por raio-x, por exemplo. 
  • Cirúrgicos: alguns dos procedimentos que poderão ser indicados condizem com nomes como artrodese, que visa estabilizar os movimentos entre vértebras; descompressão da coluna vertebral, eliminando o osso que pressiona o nervo; e a fusão espinhal, sendo um enxerto ósseo, assim, é realizada uma restauração da estabilidade da coluna. É possível que em uma única cirurgia os dois últimos processos sejam realizados.
  • Fisioterápicos: Em quadros um pouco mais complexos podem ser indicados tratamentos com fisioterapia a fim de fortalecer os músculos e aumentar a estabilidade da coluna. Neste modelo de tratamento, correções posturais também serão trabalhadas. Este tratamento e o colete podem ser bastante úteis a pacientes com espondilolistese  grau 2 e 3.

Em casos de espondilolistese também pode ser recomendado repousar, mas é essencial que alguns exercícios sejam pausados, principalmente aqueles que forçam bastante a coluna. 

Quando não tratada, a espondilolistese pode desencadear complicações, causando perdas sensitivas e motoras devido a compressão dos nervos, além da dor que pode ser localizada e/ou irradiar para os membros inferiores. Em questões de conforto e estética, a saliência na coluna pode ser um agravante.

Fique atento, lesões na coluna cervical acima da sexta vértebra podem deixar o paciente tetraplégico.

Cirurgia para anterolistese

A cirurgia para anterolistese é indicada quando há compressão das raízes nervosas, deformidades e dor que não melhora com as demais opções de tratamento mencionadas anteriormente. 

Também pode ser o tratamento ideal quando sintomas como fraqueza muscular e distúrbios intestinais surgem. 

O objetivo principal deste procedimento é tratar a dor, para que o paciente obtenha uma boa melhora na qualidade de vida, no entanto, há casos em que é realizado para realinhar o local acometido ou fundir as vértebras.

Atualmente, estão disponíveis na clínica procedimentos minimamente invasivos para tratamento da espondilolistese.

Como evitar a espondilolistese?

É importante sempre manter os ossos da coluna fortes e procurar aplicar uma boa ergonomia no seu dia a dia. Para isso, recomenda-se realizar:

  • Alongamentos constantes e direcionados a região;
  • Cuidado postural;
  • Controle de peso.

Gostou de saber mais sobre o que é espondilolistese e tudo sobre o assunto?  Então, se aventure por outros temas do nosso blog. Aproveite!

Para saber mais ou marcar sua consulta, entre em contato com o neurologista de SP, Dr. Thiago pelos meios:

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Dr Thiago Rodrigues | CRM 140571 | RQE 59016 Neurocirurgia e Clínica de Dor
Dr. Thiago Rodrigues, MD, PhD | Neurocirurgião e Especialista em Dor (EPM/UNIFESP)
CRM 140571 | RQE 59016 | São Paulo — Iowa City (2026) | contato@neurocirurgiasp.com.br
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