A espondilose cervical é um processo degenerativo da coluna do pescoço, também conhecido como artrose cervical. Esse processo envolve alterações nas vértebras cervicais, nos discos intervertebrais e nas articulações da coluna.
Com o envelhecimento, essas estruturas sofrem modificações progressivas, podendo causar dor, rigidez e limitação dos movimentos do pescoço. Em alguns casos, também pode ocorrer compressão de nervos ou da medula espinhal.
A espondilose cervical é bastante comum em pessoas acima dos 50 anos, embora possa surgir mais cedo em indivíduos com fatores de risco específicos, como má postura ou sobrecarga da coluna cervical.
Neste artigo você vai entender o que é espondilose cervical, quais são suas causas, sintomas e quais são as principais formas de tratamento.
A espondilose cervical é um termo utilizado para descrever o processo de desgaste da coluna cervical, que corresponde às vértebras do pescoço (C1 a C7).
Esse desgaste envolve principalmente:
degeneração dos discos intervertebrais
formação de osteófitos (conhecidos como “bicos de papagaio”)
alterações nas articulações da coluna
redução do espaço entre as vértebras
Essas alterações fazem parte do processo natural de envelhecimento da coluna. Entretanto, em alguns casos podem provocar dor ou compressão de estruturas nervosas.
A espondilose também pode ocorrer em outras regiões da coluna, como a coluna lombar, mas a região cervical é uma das áreas mais frequentemente afetadas devido à grande mobilidade do pescoço.
A espondilose cervical é frequentemente chamada de artrose cervical, pois ambas se referem ao desgaste das estruturas da coluna do pescoço.
Com o envelhecimento, os discos intervertebrais e as articulações da coluna sofrem alterações degenerativas. Essas mudanças podem levar à formação de osteófitos (popularmente conhecidos como “bicos de papagaio”), redução do espaço entre as vértebras e rigidez da coluna cervical.
Embora os termos sejam usados como sinônimos na prática clínica, o termo espondilose costuma ser utilizado para descrever o conjunto de alterações degenerativas da coluna.

As causas da espondilose cervical são diversas, portanto, os sintomas também irão variar
A principal causa da espondilose cervical é o processo natural de envelhecimento da coluna.
Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem parte de sua hidratação e elasticidade, o que pode levar a alterações estruturais nas vértebras e nas articulações da coluna.
Além do envelhecimento, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da espondilose cervical, como:
má postura prolongada
sobrecarga mecânica da coluna
sedentarismo
traumas cervicais
predisposição genética
tabagismo
Algumas doenças inflamatórias da coluna também podem acelerar esse processo degenerativo.
Em muitas pessoas, a espondilose cervical pode não causar sintomas significativos. Entretanto, quando as alterações estruturais da coluna passam a afetar nervos ou articulações, alguns sintomas podem surgir.
Os sintomas mais comuns incluem:
rigidez cervical
dor que pode irradiar para ombros ou braços
dor de cabeça na região posterior
formigamento em braços ou mãos
sensação de fraqueza nos membros superiores
Em casos mais avançados, quando ocorre compressão da medula espinhal, podem surgir sintomas como:
dificuldade para caminhar
perda de equilíbrio
alteração na força ou sensibilidade dos membros
A intensidade dos sintomas varia bastante entre os pacientes.
Sim. Em alguns casos, a espondilose cervical pode causar compressão das raízes nervosas que saem da medula espinhal na região do pescoço.
Quando isso acontece, podem surgir sintomas como:
formigamento nos braços ou nas mãos
dormência nos membros superiores
dor irradiada para ombro e braço
fraqueza muscular
Esse quadro é conhecido como radiculopatia cervical e pode ocorrer quando há hérnia de disco ou osteófitos comprimindo os nervos.
Algumas pessoas com alterações na coluna cervical relatam episódios de tontura ou sensação de desequilíbrio.
Embora a relação entre espondilose cervical e tontura ainda seja discutida na literatura médica, acredita-se que alterações na musculatura cervical ou na propriocepção do pescoço possam contribuir para essa sensação.
Entretanto, tontura pode ter diversas causas, incluindo problemas do ouvido interno, alterações da pressão arterial ou doenças neurológicas. Por isso, a avaliação médica é importante para identificar a origem do sintoma.
Sim. A espondilose cervical pode provocar dor de cabeça chamada cefaleia cervicogênica.
Nesse tipo de dor, o desconforto geralmente começa na região do pescoço e pode irradiar para a parte posterior da cabeça.
A dor costuma piorar com movimentos do pescoço e pode estar associada a rigidez cervical.
Em casos mais avançados, as alterações degenerativas da coluna podem reduzir o espaço do canal vertebral e causar compressão da medula espinhal.
Esse quadro é conhecido como mielopatia cervical.
Os sintomas podem incluir:
dificuldade para caminhar
perda de equilíbrio
fraqueza nos membros
alteração da coordenação motora
Quando a mielopatia está presente, o tratamento pode exigir avaliação cirúrgica.

Nem sempre a espondilose cervical é diagnosticada com facilidade. É preciso de um profissional
É importante procurar avaliação médica quando os sintomas passam a interferir nas atividades diárias ou quando surgem sinais como:
dor cervical persistente
formigamento ou fraqueza nos braços
dificuldade para movimentar o pescoço
perda de força ou sensibilidade nos membros
Esses sintomas podem indicar compressão nervosa ou outras alterações da coluna que necessitam investigação.
O diagnóstico da espondilose cervical é realizado por um médico especialista, geralmente neurologista, ortopedista ou neurocirurgião com experiência em doenças da coluna.
A avaliação inclui:
análise dos sintomas
exame físico e neurológico
histórico médico do paciente
Para confirmar o diagnóstico e avaliar as estruturas da coluna, podem ser solicitados exames de imagem, como:
radiografia da coluna cervical
tomografia computadorizada
ressonância magnética
Esses exames ajudam a identificar alterações ósseas, compressões nervosas e desgaste dos discos intervertebrais.
Sim. Muitas pessoas apresentam alterações degenerativas da coluna cervical em exames de imagem, mesmo sem apresentar sintomas.
Estudos mostram que alterações como desgaste dos discos e osteófitos são comuns em pessoas acima dos 50 anos.
Por isso, o tratamento deve ser baseado nos sintomas do paciente, e não apenas nos achados de exames.
O tratamento da espondilose cervical depende da intensidade dos sintomas e do grau de comprometimento da coluna.
Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, ou seja, não envolve cirurgia.
As principais opções incluem:
A fisioterapia ajuda a melhorar a mobilidade do pescoço, fortalecer a musculatura cervical e reduzir a dor.
Podem ser utilizados medicamentos como:
analgésicos
anti-inflamatórios
relaxantes musculares
Esses medicamentos ajudam no controle da dor e da inflamação.
Em alguns casos podem ser indicados procedimentos como:
infiltrações
bloqueios nervosos
radiofrequência
Essas técnicas podem ajudar no controle da dor quando o tratamento conservador não é suficiente.

O tratamento cirúrgico é indicado apenas em situações específicas, principalmente quando há compressão significativa de nervos ou da medula espinhal.
As cirurgias mais utilizadas incluem:
descompressão da medula ou das raízes nervosas
laminectomia
discectomia cervical
fusão vertebral (artrodese)
A indicação cirúrgica depende da avaliação individual de cada paciente.
A espondilose cervical não tem cura definitiva, pois faz parte do processo degenerativo da coluna.
No entanto, com tratamento adequado é possível controlar os sintomas e manter boa qualidade de vida.
Muitas pessoas convivem com a condição sem grandes limitações quando realizam acompanhamento médico e adotam hábitos saudáveis.
Embora o envelhecimento seja inevitável, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolver ou agravar a espondilose cervical.
Entre elas estão:
manter postura adequada no trabalho e no uso de celulares
praticar exercícios físicos regularmente
fortalecer a musculatura cervical e postural
evitar sedentarismo
parar de fumar
manter peso corporal adequado
Esses cuidados ajudam a preservar a saúde da coluna ao longo da vida.
Não. A espondilose cervical é um processo degenerativo da coluna. Já a hérnia de disco ocorre quando parte do disco intervertebral se desloca e pode comprimir nervos.
Na maioria dos casos, não. Muitas pessoas apresentam espondilose cervical sem sintomas importantes. O problema torna-se mais relevante quando há compressão de nervos ou da medula espinhal.
Sim. Alterações na coluna cervical podem provocar dor irradiada para a parte posterior da cabeça, conhecida como cefaleia cervicogênica.
Sim. Quando há compressão das raízes nervosas cervicais, podem ocorrer sintomas como formigamento, dormência ou fraqueza nos braços.
Texto atualizado por Dr Thiago Rodrigues, neurocirurgião, PhD, em 10/03/2026