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Escoliose: o que é e como tratar!

A escoliose pode acometer crianças, jovens, adultos e idosos. Também, quando não tratada, pode se tornar uma doença bastante limitadora ao paciente.

Há diferentes sintomas, tipos e fatores de risco para o desenvolvimento do quadro, ainda que em sua maioria trata-se de uma doença idiopática, por isso, trouxemos também neste conteúdo formas de evitar a escoliose.

Saiba tudo sobre o tema. Continue a leitura 🙂

O que é escoliose?

A escoliose é uma torção e um curvatura irregular da coluna vertebral, essa curvatura pode ser notada com um desvio anormal para um dos lados do tronco, mudando significativamente a aparência das costas.

Esse desalinhamento acontece para os lados. Na parte superior da coluna, o desvio acontece para o lado direito. Já na parte inferior, o local é alterado para o lado esquerdo das costas. Veja uma imagem de uma escoliose inferior, por exemplo:

Fonte: Wikipedia

Atualmente, a escoliose é um problema de coluna que afeta cerca de 3% da população brasileira. Em casos mais graves a patologia pode ser extremamente dolorosa e em alguns casos até limitar os movimentos.

Qual é a causa da escoliose?

A principal causa da escoliose não é encontrada em aproximadamente 8 de cada 10 casos da doença. Dessa forma, sendo classificada com escoliose idiopática na maioria dos casos.

No entanto, médicos pesquisadores descobriram que em alguns existem fatores complementares para o desenvolvimento de escoliose, como: 

  • Histórico familiar ligado a essa curvatura irregular da coluna vertebral, sugerindo uma provável ligação genética do surgimento da escoliose.
  • Estilo de vida, como sedentarismo, tabagismo e obesidade são quadros que podem ser alterados, mas quando não, podem gerar escoliose e outras doenças de coluna.
  • Tumores, alterações ósseas, musculares e neurológicas.
  • Jovens em fase anterior à puberdade possuem o “surto de crescimento”, momento propício para o desenvolvimento da escoliose. Ainda é mais comum em meninas.

Vale ressaltar, que o problema não tem origem em maus hábitos posturais, no entanto, na maioria dos casos pode ser responsável por agravar ainda mais a situação provocando novas alterações no corpo.

Veja como evitar a piora da escoliose praticando uma boa ergonomia!

Tipos de escoliose

A escoliose pode ser classificada de quatro diferentes formas, conforme sua localização e a origem do problema. Veja quais são elas:

Escoliose congênita

Se origina desde o dia do nascimento, quando ocorre má formação na coluna vertebral ou a divisão das vértebras ainda no útero. Esse tipo é responsável por cerca de 10% dos casos de escoliose e, geralmente, são irreversíveis. 

Escoliose neuromuscular

É causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular, espinha bífida e pólio;

Escoliose idiopática

Segundo a OMS, cerca de 80% dos casos, pois não se sabe ao certo de qual forma o problema foi desenvolvido. Com isso, surgem diversos fatores que podem ter originado a escoliose, como por exemplo a hereditariedade.

Escoliose degenerativa do adulto

Ocorre quando há degeneração de discos da coluna vertebral ou de suas articulações. Muitas vezes esse processo tem relação com as alterações corporais causadas pelo avanço da idade.

6 principais sintomas da escoliose

As dores e os sintomas da escoliose irão variar de acordo com cada pessoa e também do local do problema. Esses sintomas podem se espalhar para outras partes do corpo piorando ainda mais com os movimentos. 

Entre os os principais sintomas da escoliose estão:

  • Cintura irregular;
  • Dores nas costas;
  • Ombro maior do que o outro;
  • Diferença no comprimento das pernas;
  • Inclinação do corpo inteiro para um lado;
  • Coluna visivelmente curvada (formado um C ou S);

As curvas causadas pelos desvios da escoliose podem nem sempre serem idênticas. Cada paciente poderá obter um tipo de curvatura, devido a diferenciação da estrutura corpórea.

A aparição de mais de um desses sintomas indica a necessidade de cuidados médicos urgentes. O diagnóstico pode ser feito levando em consideração os sintomas apresentados e por meio de exames de radiografia, tomografia e ressonância magnética.

Diagnóstico de escoliose

O diagnóstico da escoliose pode ser realizado de diferentes formas para melhor compreender o quadro específico do paciente. Assim, o profissional poderá realizar:

  • Exames clínicos: análise de sintomas, quadros de saúde do paciente e familiares
  • Exames de imagem: radiografia, a fim de verificar o posicionamento das vértebras e se há desgastes.
  • Teste de Adams: geralmente solicitado em quadros de crianças e adolescentes, trata-se de um teste clínico para identificar a curvatura da coluna. É realizada apenas uma flexão no tronco.

Qual é o tratamento para escoliose?

O tratamento para escoliose depende de vários fatores, como a localização e a gravidade da curvatura da coluna vertebral. Quanto maior for o desalinhamento, maior a chance de piora com o passar do tempo.

As curvas de até 30 graus, são tratadas conservadoramente com exercícios específicos de fisioterapia e RPG (Reeducação Postural Global). Além da fisioterapia também pode se fazer necessário o uso de colete para correção de postura (ao menos 18h por dia). Na persistência da dor, o profissional poderá prescrever medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos.

De 40 graus para cima, a escoliose já é tratada como casos gravíssimos. Se o problema não responder bem ao método de fisioterapias e a nenhum outro tratamento, a cirurgia acaba sendo a principal opção, assim como quando há comprometimento de outros órgãos.

Aqui você entenderá um pouco mais sobre a abordagem fisioterapêutica sobre a escoliose!

Cirurgia para escoliose

A cirurgia para escoliose, como mencionado anteriormente, pode ser indicada nos seguintes casos:

  • Paciente possui curvatura maior  50 graus de escoliose em adultos;
  • Paciente possui curvatura maior  30 graus de escoliose em jovens;
  • Há prejuízo psicológico devido a fatores estéticos;
  • Não houve melhora com outros tratamentos;
  • Há complicações respiratórias e cardíacas.

O procedimento realizado trata-se de uma artrodese, que é uma fusão da coluna. Esse tratamento irá corrigir a coluna na posição adequada, evitando a progressão do quadro e permitindo que o paciente obtenha uma boa qualidade de vida, da forma que merece.

Clique aqui e saiba tudo sobre o procedimento artrodese!

O que acontece se a escoliose não for tratada?

Em casos de crianças e adolescentes, quando a escoliose não é tratada é bastante possível que elas possuam assimetrias nas regiões acometidas.

Em geral, o não tratamento da escoliose pode gerar complicações em outros órgãos, principalmente o pulmão, que poderá ser comprimido, gerando sérios problemas respiratórios. Poderão surgir problemas também na medula espinhal. 

Na idade adulta, é comum que a escoliose gera dificuldade de encaixe ósseo quando não tratada.

outras complicações como hérnia de disco, espondilolistese, comprometimento do nervo ciático como dor que irradia para pernas, sensação de queimação ou formigamento nos glúteos ou pernas

Quanto antes tratado o quadro de escoliose, mais fácil e efetivo será o tratamento. Fale agora mesmo com um especialista em colunas.

Como evitar a escoliose?

Para evitar a escoliose é preciso que os pacientes obtenham uma vida saudável, por isso, é recomendado:

  • Não alimentar vícios, principalmente com álcool e fumo
  • Manter-se dentro do IMC ideal  (Índice de Massa Corpórea)
  • Praticar exercícios físicos e alongamentos de forma adequada

O pilates é uma prática bastante indicada para fortalecimento da musculatura da coluna e do abdome. Inclusive, você pode tentar algumas das posições – lembrando que é essencial praticar de forma correta para não piorar ou causa de um problema de coluna:

  • Prancha lateral
  • Perdigueiro

Os melhores exercícios para lidar com a dor e melhora do quadro de escoliose serão indicados pelo fisioterapeuta, que considerará os seus sintomas e nível de cada um deles da forma adequada.

Dúvidas frequentes

Algumas dúvidas sobre escoliose podem ter surgido, confira se a sua está listada abaixo:

  • É possível praticar esportes após a cirurgia de escoliose?

Depende do esporte e do pós-cirúrgico. Existem tratamentos, inclusive, que podem ser realizados por meio de esportes recreacionais, como natação, pilates e RPG. No entanto, deve ser conversado com o profissional especialista em coluna.

  • Quais as consequências da escoliose?

A escoliose pode gerar uma série de consequências quando não tratada, como: prejuízo cardiorespiratório, limitação de biomecânica funcional do tórax e da capacidade de diferentes atividades comuns, incluindo trabalho e prática de exercícios.

Gostou de saber o que é osteoporose e quer saber mais sobre outras doenças, então, recomendamos diversas leituras do nosso blog. 🙂

Se você ou alguém próximo possui essa ou qualquer outro tipo de dor, realize o tratamento adequado e viva com muito mais qualidade. Fale com um especialista!

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Dr Thiago Rodrigues | CRM 140571 | RQE 59016 Neurocirurgia e Clínica de Dor
Dr. Thiago Rodrigues, MD, PhD | Neurocirurgião e Especialista em Dor (EPM/UNIFESP)
CRM 140571 | RQE 59016 | São Paulo — Iowa City (2026) | contato@neurocirurgiasp.com.br
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