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fotografia de mulher com mão na cabeça, ela está com uma feição de doente.

Tumor na hipófise: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Você sabia que é possível ter um tumor na hipófise e não apresentar nenhum sintoma?

Isso pode acontecer especialmente nos casos de microadenomas hipofisários, que são tumores menores que 10 mm. Muitas vezes eles são descobertos incidentalmente em exames de imagem realizados por outros motivos.

No entanto, nem todos os tumores da hipófise são silenciosos. Alguns podem produzir hormônios em excesso ou crescer o suficiente para comprimir estruturas próximas, causando sintomas como alterações hormonais, dor de cabeça ou problemas visuais. Desta forma, os tumores da hipófise são  tumores do sistema nervoso central. (assim como glioblastoma e meningiomas).

Neste artigo, você vai entender melhor o que é o tumor na hipófise, quais são os sintomas mais comuns, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.

O que é tumor na hipófise?

Existem diferentes tipos de tumores que podem surgir na região da hipófise, sendo o adenoma hipofisário o mais comum.

O adenoma hipofisário é um tumor de crescimento lento, que pode secretar hormônios ou não. A depender do tamanho, é subdividido em microadenoma (menor que 10 mm de diâmetro) ou macroadenoma (maior que 10 mm de diâmetro).

A hipófise é uma pequena glândula localizada na base do cérebro responsável por controlar diversas funções hormonais do organismo.

A maioria dos tumores da hipófise é benigna, mas alguns podem produzir hormônios em excesso ou comprimir estruturas próximas, como o quiasma óptico.

Tipos de tumor na hipófise

Os adenomas hipofisários podem ser classificados de duas formas principais.

Adenomas funcionantes

Produzem hormônios em excesso.

Exemplos:

  • prolactinoma

  • adenoma produtor de GH (acromegalia)

  • adenoma produtor de ACTH (síndrome de Cushing)

Adenomas não funcionantes

Não produzem hormônios e geralmente causam sintomas apenas quando crescem e comprimem estruturas próximas.

O que causa tumor na hipófise?

O tumor na hipófise pode ser considerado esporádico, pois não possui uma causa definida e não segue um padrão de aparecimento.

Contudo, existem estudos que comprovam que este tumor pode estar associado a síndromes genéticas, conhecidas como Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 1 (NEM1). Essa síndrome gera outros tipos de tumores, como o do pâncreas.

A causa exata da maioria dos adenomas hipofisários ainda não é completamente conhecida. Acredita-se que mutações genéticas em células da própria hipófise estejam envolvidas no desenvolvimento do tumor.

Sintomas do tumor na hipófise

O tumor de hipófise possui diferentes sintomas que irão condizer com o seu tipo. Confira alguns dos principais sintomas:

Os sintomas dependem principalmente de dois fatores:

1️⃣ produção hormonal excessiva
2️⃣ compressão de estruturas próximas

Sintomas por produção hormonal

  • alterações menstruais

  • infertilidade

  • galactorreia

  • acromegalia

  • síndrome de Cushing

  • diminuição da libido

  • disfunção erétil

Sintomas por compressão do tumor

  • cefaleia

  • perda de visão periférica

  • visão dupla

  • alterações hormonais secundárias

Entenda mais sobre a cefaleia e o que ela pode te indicar.

Diagnóstico do tumor na hipófise

O diagnóstico de tumor na hipófise é realizado por um neurologista ou neurocirurgião. Poderão ser realizados alguns exames como:

  • Ressonância Magnética
  • Avaliação neuro-oftalmológica
  • testes hormonais de estímulo ou supressão

Além dos exames de imagem e testes mencionados acima, o médico irá buscar entender seu histórico familiar e de saúde.

Importante: apenas um profissional certificado com CRM (Conselho Federal de Medicina) poderá realizar o diagnóstico de tumor na hipófise e as demais doenças.

Tratamento para tumor na hipófise

O tratamento depende do tipo de tumor.

As principais opções incluem:

Medicamentos

Especialmente para prolactinomas, geralmente com agonistas dopaminérgicos.

Cirurgia

Indicada em tumores que causam compressão ou não respondem ao tratamento medicamentoso.

A abordagem cirúrgica mais comum é a via transesfenoidal.

Radioterapia

Utilizada em casos selecionados.

Quando o tumor na hipófise precisa de cirurgia?

Nem todos os tumores da hipófise precisam de tratamento cirúrgico. Em muitos casos, principalmente quando se trata de microadenomas que não produzem hormônios e não causam sintomas, o acompanhamento clínico periódico pode ser suficiente.

No entanto, a cirurgia pode ser indicada em algumas situações específicas, principalmente quando o tumor começa a provocar sintomas importantes ou apresenta crescimento progressivo.

Uma das principais indicações de cirurgia ocorre quando o tumor comprime estruturas próximas do cérebro, especialmente o quiasma óptico, que é responsável pela transmissão das informações visuais. Nesses casos, o paciente pode apresentar sintomas como perda de visão periférica, visão embaçada ou dificuldade para enxergar lateralmente.

Outra situação em que a cirurgia pode ser recomendada é quando o tumor produz hormônios em excesso e não responde ao tratamento medicamentoso. Isso pode ocorrer, por exemplo, em alguns casos de:

  • adenoma produtor de GH (acromegalia)

  • adenoma produtor de ACTH (síndrome de Cushing)

  • adenomas funcionantes que não respondem ao tratamento clínico

Além disso, tumores maiores que 10 mm (macroadenomas) têm maior probabilidade de causar compressão das estruturas ao redor da hipófise, o que pode levar à indicação de tratamento cirúrgico.

A cirurgia também pode ser necessária quando o tumor provoca dor de cabeça persistente, déficit visual progressivo ou alterações hormonais importantes, comprometendo a qualidade de vida do paciente.

Atualmente, a maioria das cirurgias para tumor de hipófise é realizada por meio da via transesfenoidal, uma técnica minimamente invasiva que permite acessar a hipófise através da cavidade nasal, sem necessidade de abrir o crânio. Esse procedimento costuma apresentar boa taxa de sucesso e recuperação relativamente rápida, quando realizado por equipes experientes.

Após a cirurgia, o paciente geralmente continua em acompanhamento médico, com ressonância magnética periódica e avaliação hormonal, para monitorar a possível recorrência do tumor e garantir o adequado funcionamento da hipófise.

Por isso, a decisão de realizar ou não a cirurgia deve sempre ser feita de forma individualizada, considerando o tipo de tumor, seu tamanho, os sintomas apresentados e o estado geral de saúde do paciente.

Cura para tumor na hipófise

Muitos tumores da hipófise podem ser tratados com sucesso, especialmente quando diagnosticados precocemente.

Como evitar o tumor na hipófise?

Atualmente, ainda não há meios para evitar ou prevenir o tumor na hipófise. O diagnóstico precoce é fundamental, pois possibilita tratamento mais efetivo e com maiores chances de cura. 

 

Perguntas frequentes sobre tumor na hipófise

Tumor na hipófise é câncer?

Na maioria dos casos não. A grande maioria dos tumores da hipófise é benigna.

Tumor na hipófise causa perda de visão?

Pode causar quando cresce e comprime o quiasma óptico.

Tumor na hipófise sempre precisa de cirurgia?

Não. Muitos casos são tratados apenas com medicamentos.

Tumor na hipófise é comum?

Adenomas hipofisários representam cerca de 10–15% dos tumores intracranianos.

 

Gostou de saber mais sobre tumor na hipófise e como são os tratamentos? Então confira também outros artigos do nosso blog sobre doenças neurológicas e da coluna.

Texto atualizado por Dr Thiago Rodrigues, Neurocirurgião, PhD, em 09/03/2026

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Dr Thiago Rodrigues | CRM 140571 | RQE 59016 Neurocirurgia e Clínica de Dor
Dr. Thiago Rodrigues, MD, PhD | Neurocirurgião e Especialista em Dor (EPM/UNIFESP)
CRM 140571 | RQE 59016 | São Paulo — Iowa City (2026) | contato@neurocirurgiasp.com.br
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