A neuropatia periférica é uma condição caracterizada por lesão ou disfunção dos nervos do sistema nervoso periférico, responsável por conectar o cérebro e a medula espinhal ao restante do corpo.
Essa alteração pode provocar sintomas como formigamento, dormência, dor, fraqueza muscular e alterações de sensibilidade, geralmente nas mãos e nos pés. Em alguns casos, outros nervos também podem ser afetados, incluindo aqueles que controlam funções autonômicas como pressão arterial, digestão e frequência cardíaca.
Estima-se que cerca de 5% da população apresente algum grau de neuropatia periférica, sendo essa prevalência maior em pessoas acima de 60 anos.
A neuropatia periférica ocorre quando há danos aos nervos periféricos, responsáveis por transmitir informações entre o sistema nervoso central e diferentes partes do corpo.
Esses nervos podem ser classificados em três tipos principais:
Nervos sensoriais, que transmitem sensações como dor, temperatura e tato
Nervos motores, responsáveis pelo controle dos músculos
Nervos autonômicos, que regulam funções involuntárias do organismo
Quando esses nervos são danificados, os sinais enviados ao cérebro podem se tornar alterados ou interrompidos, resultando nos sintomas típicos da neuropatia.

Tratamento de doenças e, até mesmo, outras doenças, podem causar a neuropatia periférica.
Existem diversas causas possíveis para neuropatia periférica. Entre as mais comuns estão:
diabetes (neuropatia diabética)
deficiência de vitamina B12
alcoolismo crônico
insuficiência renal
doenças autoimunes
infecções
exposição a substâncias tóxicas
efeitos colaterais de medicamentos
quimioterapia
doenças hereditárias
Em alguns pacientes, mesmo após investigação completa, não é possível identificar uma causa específica. Nesses casos, o quadro é chamado de neuropatia idiopática.
Pacientes em tratamento contra o câncer podem desenvolver neuropatia periférica como efeito colateral de certos medicamentos quimioterápicos.
Esse tipo de neuropatia é chamado de neuropatia periférica induzida por quimioterapia e pode provocar sintomas como dormência, formigamento e dor nas mãos e nos pés.
Os sintomas podem surgir durante o tratamento ou após o término da quimioterapia.
Os sintomas variam conforme os nervos afetados, mas os mais comuns incluem:
dormência
sensação de queimação
dor em pontadas ou choques
sensibilidade aumentada ao toque
fraqueza muscular
dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio
Quando nervos autonômicos são afetados, também podem ocorrer:
alterações na pressão arterial
tonturas
distúrbios digestivos
intolerância ao calor

A neuropatia periférica é uma doença que também precisa de atenção redobrada, pois seus sintomas são comuns a outras doenças.
A neuropatia periférica pode afetar diferentes nervos, gerando dois tipos diferentes de neuropatia. São elas:
A neuropatia periférica pode ser classificada de acordo com o número de nervos afetados.
É o tipo mais comum e ocorre quando múltiplos nervos periféricos são afetados, geralmente de forma simétrica.
A neuropatia diabética é um exemplo típico de polineuropatia.
Ocorre quando apenas um nervo é comprometido, geralmente por compressão ou trauma.
Exemplos incluem a síndrome do túnel do carpo e algumas compressões nervosas localizadas.
O diagnóstico da neuropatia periférica envolve avaliação clínica detalhada e exame neurológico.
O médico pode avaliar:
sensibilidade
reflexos
força muscular
padrão dos sintomas
Em alguns casos, exames complementares podem ser solicitados, como:
eletroneuromiografia (ENMG)
exames laboratoriais
ressonância magnética
testes de condução nervosa
Esses exames ajudam a identificar a causa e o tipo de neuropatia.
O tratamento depende da causa do problema.
Quando possível, o primeiro passo é tratar a condição responsável pela lesão nervosa, como controlar o diabetes ou corrigir deficiências nutricionais.
Entre as principais opções de tratamento estão:
Alguns medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas, especialmente a dor neuropática, incluindo:
anticonvulsivantes
antidepressivos
analgésicos específicos para dor neuropática
A fisioterapia pode ajudar a melhorar a mobilidade, força muscular e equilíbrio.
Algumas medidas podem contribuir para reduzir os sintomas e prevenir a progressão da neuropatia:
controle adequado do diabetes
redução do consumo de álcool
alimentação equilibrada
prática regular de atividade física
Em alguns casos, quando a causa é tratável — como deficiência de vitaminas ou compressões nervosas — os sintomas podem melhorar significativamente ou até desaparecer.
No entanto, quando ocorre dano permanente aos nervos, o tratamento costuma focar no controle dos sintomas e na prevenção da progressão da doença.
O diagnóstico precoce é fundamental para melhorar o prognóstico e evitar complicações.
Na maioria dos casos, a neuropatia periférica não representa um risco imediato à vida, mas pode causar complicações importantes se não for diagnosticada e tratada adequadamente. O problema ocorre quando os nervos periféricos são lesionados, o que pode comprometer a sensibilidade, a força muscular e, em alguns casos, funções automáticas do organismo.
Nos estágios iniciais, os sintomas costumam incluir formigamento, dormência, sensação de queimação ou dor nas mãos e nos pés. Embora esses sinais possam parecer leves no início, a neuropatia periférica pode evoluir progressivamente quando a causa não é tratada.
Uma das principais preocupações está relacionada à perda de sensibilidade, especialmente nos pés. Pacientes podem deixar de perceber pequenas lesões, queimaduras ou infecções, o que aumenta o risco de complicações — particularmente em pessoas com diabetes.
Além disso, em casos mais avançados, a neuropatia periférica pode causar fraqueza muscular, dificuldade para caminhar, alterações de equilíbrio e risco aumentado de quedas.
Em situações mais raras, quando os nervos autonômicos são afetados, podem surgir alterações em funções involuntárias do organismo, como pressão arterial, digestão e frequência cardíaca.
Por esse motivo, embora nem sempre seja considerada uma condição grave, a neuropatia periférica deve ser avaliada por um médico, especialmente quando os sintomas são persistentes ou progressivos. O diagnóstico precoce permite identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado, reduzindo o risco de complicações e melhorando a qualidade de vida do paciente.
A neuropatia periférica é uma condição causada por lesão ou disfunção dos nervos periféricos, que conectam o cérebro e a medula espinhal ao restante do corpo. Essa alteração pode provocar sintomas como formigamento, dormência, dor, fraqueza muscular e alterações de sensibilidade, geralmente nas mãos e nos pés.
Os sintomas iniciais costumam incluir formigamento, dormência ou sensação de queimação nos pés ou nas mãos. Com a progressão da doença, podem surgir dor neuropática, perda de sensibilidade, fraqueza muscular e dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio.
Existem diversas causas possíveis. As mais comuns são:
diabetes
deficiência de vitamina B12
alcoolismo
doenças autoimunes
infecções
exposição a toxinas
efeitos colaterais de medicamentos ou quimioterapia
Em alguns casos, a causa não é identificada, sendo chamada de neuropatia idiopática.
Depende da causa. Quando o problema é causado por fatores tratáveis, como deficiência de vitaminas ou compressões nervosas, os sintomas podem melhorar significativamente ou até desaparecer. Em outros casos, o tratamento tem como objetivo controlar os sintomas e evitar a progressão da doença.
A neuropatia periférica costuma ser avaliada por neurologistas, neurocirurgiões ou especialistas em dor. Dependendo da causa, outros profissionais também podem participar do tratamento, como endocrinologistas, fisioterapeutas e médicos da reabilitação.
Sim. Se a causa da neuropatia não for tratada, a lesão nervosa pode progredir, levando a aumento da dor, perda de sensibilidade e fraqueza muscular. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações.
Texto atualizado por Dr Thiago Rodrigues, Neurocirurgião. PhD, em 09/03/2026