O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal da parede de uma artéria do cérebro. Em muitos casos, ele permanece assintomático durante toda a vida e é descoberto apenas em exames realizados por outros motivos.
Estima-se que entre 2% e 5% da população possua algum aneurisma cerebral, muitas vezes sem saber. Embora a maioria nunca se rompa, quando ocorre a ruptura pode haver hemorragia cerebral grave, conhecida como hemorragia subaracnóidea.
Por isso, entender o que é aneurisma cerebral, quais são seus sintomas e como é feito o tratamento é fundamental para o diagnóstico precoce e prevenção de complicações.
O aneurisma cerebral ocorre quando há fraqueza na parede de uma artéria do cérebro, levando à formação de uma pequena dilatação semelhante a um balão.
Essa dilatação pode permanecer estável durante muitos anos. Entretanto, em alguns casos, o aneurisma pode crescer e eventualmente se romper, causando sangramento dentro do crânio.
Quando ocorre a ruptura, o sangue se espalha pelo espaço entre as meninges, caracterizando a hemorragia subaracnóidea, uma condição grave que pode levar a sequelas neurológicas ou até mesmo à morte.
Para entender melhor, veja a imagem abaixo e como o aneurisma cerebral pode ser comparado com artérias saudáveis:

É importante destacar que nem todo aneurisma cerebral rompe, e muitos pacientes vivem a vida inteira sem apresentar sintomas.
O aneurisma cerebral geralmente ocorre devido ao enfraquecimento da parede das artérias cerebrais.
Esse enfraquecimento pode estar relacionado a fatores genéticos ou ao desenvolvimento de doenças ao longo da vida.
Entre as principais causas e fatores associados estão:
hipertensão arterial
tabagismo
envelhecimento
histórico familiar de aneurisma
doenças do tecido conjuntivo
doença renal policística
aterosclerose
Alguns hábitos de vida, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, também aumentam o risco de formação e ruptura de aneurismas.
Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver aneurisma cerebral.
Entre os principais estão:
idade acima de 40 anos
sexo feminino
hipertensão arterial
tabagismo
histórico familiar da doença
doenças genéticas que afetam vasos sanguíneos
Cerca de 15% a 20% dos pacientes com aneurisma apresentam histórico familiar, o que pode justificar investigação preventiva em alguns casos.

Os aneurismas cerebrais podem ser classificados de acordo com sua forma.
É o tipo mais comum. Apresenta formato semelhante a uma pequena bolsa que se projeta a partir da parede da artéria.
Ocorre quando há dilatação de toda a circunferência do vaso sanguíneo.
É um tipo mais raro e geralmente ocorre em regiões específicas das artérias cerebrais.
Além disso, os aneurismas podem ser classificados como:
Na maioria dos casos, o aneurisma cerebral não causa sintomas.
Entretanto, quando cresce ou comprime estruturas do cérebro, alguns sinais podem surgir.
Entre os sintomas possíveis estão:
dor de cabeça intensa
visão dupla
dor atrás dos olhos
dormência no rosto
dificuldade para falar
sonolência ou confusão mental
Quando ocorre ruptura do aneurisma, os sintomas costumam ser súbitos e graves, incluindo:
dor de cabeça muito intensa (frequentemente descrita como a pior da vida)
náuseas e vômitos
perda de consciência
sensibilidade à luz
Nessas situações, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.
Sim. A maioria dos aneurismas cerebrais não causa sintomas e é descoberta apenas de forma incidental durante exames realizados por outros motivos.
Isso acontece porque muitos aneurismas permanecem pequenos e não comprimem estruturas do cérebro.
Entretanto, quando o aneurisma cresce ou comprime nervos próximos, podem surgir sintomas como:
dor de cabeça persistente
visão dupla
dor atrás dos olhos
queda da pálpebra
dormência no rosto
Por esse motivo, exames de imagem realizados por outras razões acabam identificando aneurismas que até então não causavam sintomas.
A ruptura de um aneurisma cerebral provoca uma hemorragia conhecida como hemorragia subaracnóidea, que geralmente causa sintomas súbitos e intensos.
O sinal mais clássico é o surgimento de uma dor de cabeça extremamente forte e repentina, frequentemente descrita como a pior dor de cabeça da vida.
Outros sintomas podem incluir:
náuseas e vômitos
rigidez no pescoço
sensibilidade à luz
confusão mental
perda de consciência
convulsões
A ruptura de aneurisma é uma emergência médica e exige atendimento hospitalar imediato.
O diagnóstico do aneurisma cerebral geralmente é feito por meio de exames de imagem.
Entre os exames mais utilizados estão:
tomografia computadorizada
ressonância magnética
angiotomografia
angioressonância
angiografia cerebral
Muitos aneurismas são descobertos de forma incidental, durante exames realizados por outros motivos.
A detecção precoce permite avaliar o risco de ruptura e definir a melhor estratégia de tratamento ou acompanhamento.
nutos para serem realizados. Quando o aneurisma cerebral possui de 3 a 4 mm, é consideravelmente mais fácil diagnosticá-lo
Esta é a imagem de aneurisma cerebral adquirida por exames como os mencionados acima. Veja como pode ser diagnosticada:

Fonte: Wikipedia
Em muitos casos, sim.
Diversos aneurismas cerebrais são pequenos e apresentam baixo risco de ruptura. Nessas situações, o tratamento pode consistir apenas em acompanhamento periódico com exames de imagem.
Pacientes com aneurisma cerebral geralmente são orientados a:
controlar a pressão arterial
evitar tabagismo
manter hábitos de vida saudáveis
realizar acompanhamento médico regular
Com acompanhamento adequado, muitas pessoas vivem normalmente sem apresentar complicações relacionadas ao aneurisma.
Em alguns casos, sim.
Estudos mostram que aproximadamente 15% a 20% dos pacientes com aneurisma cerebral possuem histórico familiar da doença.
Quando dois ou mais familiares de primeiro grau apresentam aneurismas, pode ser indicado realizar exames de rastreamento em parentes próximos.
Além disso, algumas doenças genéticas podem aumentar o risco de aneurisma cerebral, como:
doença renal policística
algumas doenças do tecido conjuntivo
síndrome de Ehlers-Danlos
Nessas situações, o acompanhamento médico pode ajudar na detecção precoce.
O risco de ruptura depende de vários fatores, principalmente:
tamanho do aneurisma
localização na circulação cerebral
idade do paciente
histórico familiar
tabagismo e hipertensão arterial
De forma geral, aneurismas pequenos apresentam baixo risco anual de ruptura. No entanto, aneurismas maiores ou localizados em determinadas regiões do cérebro podem apresentar risco mais elevado.
Por isso, a avaliação individualizada por um especialista é fundamental para definir a melhor conduta.
Nem todos os aneurismas cerebrais precisam de tratamento imediato. Em muitos casos, especialmente quando são pequenos e apresentam baixo risco de ruptura, pode ser indicado apenas acompanhamento com exames periódicos.
A decisão de tratar ou não um aneurisma cerebral depende de vários fatores, entre eles:
tamanho do aneurisma
localização na circulação cerebral
idade do paciente
histórico familiar de aneurisma
presença de crescimento do aneurisma em exames de controle
doenças associadas, como hipertensão arterial
De modo geral, aneurismas maiores ou que apresentam risco aumentado de ruptura costumam ser tratados preventivamente para evitar hemorragia cerebral.
O tratamento depende de diversos fatores, incluindo:
tamanho do aneurisma
localização
idade do paciente
risco de ruptura
Em alguns casos, especialmente quando o aneurisma é pequeno e apresenta baixo risco, pode ser indicado apenas acompanhamento com exames periódicos.
Quando o risco de ruptura é maior, pode ser indicado tratamento.
As principais opções são:
É realizado por meio de cateteres introduzidos nas artérias, geralmente pela virilha ou pelo punho.
Entre as técnicas estão:
embolização com molas (coils)
stents intracranianos
flow diverters
Esse método é minimamente invasivo e amplamente utilizado atualmente.
Nesse procedimento é realizada uma craniotomia, permitindo colocar um clipe metálico na base do aneurisma para impedir o fluxo sanguíneo dentro dele.
Essa técnica é utilizada, sendo superior ao tratamento endovascular em algumas situações.
Atualmente existem duas principais formas de tratar um aneurisma cerebral: cirurgia aberta (clipagem) e tratamento endovascular.
Nesse procedimento é realizada uma craniotomia, permitindo que o neurocirurgião visualize diretamente o aneurisma. Em seguida, um pequeno clipe metálico é colocado na base do aneurisma, interrompendo o fluxo de sangue dentro dele.
Esse método é utilizado há décadas e apresenta resultados duradouros em muitos casos.
O tratamento endovascular é realizado por meio de cateteres introduzidos nas artérias, geralmente pela virilha ou pelo punho. Esses cateteres são guiados até o aneurisma utilizando métodos de imagem.
Entre as técnicas endovasculares estão:
embolização com molas (coils)
uso de stents intracranianos
implante de flow diverters
Esse método é menos invasivo e tem sido utilizado com frequência crescente nos últimos anos.
A escolha entre cirurgia aberta ou tratamento endovascular depende das características do aneurisma e da avaliação do especialista.
Em muitos casos, o aneurisma cerebral pode ser tratado com sucesso.
Quando tratado antes da ruptura, o risco de complicações é significativamente menor.
Mesmo quando não é tratado cirurgicamente, muitos aneurismas podem ser acompanhados com segurança ao longo da vida.
Nem todos os aneurismas podem ser prevenidos, especialmente quando há predisposição genética.
No entanto, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de formação e ruptura:
controlar a pressão arterial
parar de fumar
evitar consumo excessivo de álcool
manter níveis adequados de colesterol
praticar atividade física regularmente
manter alimentação equilibrada
O acompanhamento médico também é importante, especialmente para pessoas com histórico familiar da doença.
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Não. Muitos aneurismas pequenos podem ser apenas acompanhados com exames periódicos.
Não existe um tamanho único para indicação de tratamento. A decisão depende do tamanho, localização, idade do paciente e outros fatores de risco.
Sim. Muitos aneurismas são descobertos por acaso durante exames realizados por outros motivos.
Quando ocorre ruptura do aneurisma e hemorragia cerebral, o quadro pode ser grave e necessita tratamento imediato.
Texto atualizado por Dr Thiago Rodrigues, neurocirurgião, em 10/03/2026