Segundo o estudo da National Institutes of Health (NIH), aproximadamente 60% das pessoas com mais de 40 anos têm algum grau de artrose na coluna lombar, embora nem sempre cause dor.
Espondiloartrose, ou espondiloartrose lombar, é uma doença degenerativa e progressiva que acomete a coluna vertebral e, por isso, deve receber o cuidado ideal para que o paciente possa viver bem e com menos dor possível.
Existem tratamentos a longo e curto prazo para auxiliar o paciente, como fisioterapia, medicamentos e, em último caso, a cirurgia.
Para saber mais sobre o que é espondiloartrose, como prevenir e como tratar, é só continuar lendo este conteúdo. 🙂
Boa leitura!
A espondiloartrose é uma doença degenerativa da coluna vertebral caracterizada pelo desgaste progressivo das articulações e estruturas que compõem a coluna, como os discos intervertebrais e as articulações facetárias.
Esse processo ocorre principalmente como parte do envelhecimento natural do organismo. Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem parte de sua elasticidade e capacidade de absorver impacto, enquanto as articulações da coluna sofrem alterações semelhantes às observadas na artrose de outras partes do corpo.
Essas mudanças podem levar ao surgimento de alterações estruturais, como:
desgaste dos discos intervertebrais
formação de osteófitos (popularmente chamados de “bicos de papagaio”)
inflamação das articulações da coluna
redução do espaço entre as vértebras
A espondiloartrose pode ocorrer em diferentes regiões da coluna, sendo mais comum nas regiões lombar e cervical.
Em muitos casos, essas alterações são identificadas em exames de imagem e não causam sintomas. No entanto, quando provocam inflamação ou compressão de estruturas nervosas, podem gerar dor nas costas, rigidez e limitação dos movimentos.
Cid espondiloartrose
O CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) espondiloartrose é o CID 10- M47.
A espondiloartrose pode ser causada pelo desgaste natural da articulação, ou seja, é um fator humano que pode ser evitado ou ao menos retardado. Devido a esse fator, a espondiloartrose é mais comum em idosos.
No entanto, uma outra causa da espondiloartrose é a genética. Como muitas doenças, a espondiloartrose é predisposta em pessoas que a possuem em seus históricos familiares. É uma probabilidade e não uma certeza, busque estar sempre a par da sua saúde. 😉
Por fim, aqueles que possuem osteoporose também podem desenvolver espondiloartrose.
Num geral, os principais fatores de risco para acometer a doença, são:

A espondiloartrose é uma extensão da artrose
Os sintomas da espondiloartrose estão relacionados ao local acometido pela doença, ou seja, na cervical, dorsal ou lombar.
Dentre os possíveis sintomas, temos:
Em casos em que os sintomas forem os seguintes, procure o mais imediato possível um médico:
Os tipos de espondiloartrose são referentes ao local da espondiloartrose. Veja quais são eles:
Localizada na coluna, a espondilose lombar é provocada pelo desgaste nas articulações. Este é o tipo principal da espondiloartrose, que acomete ossos, discos intervertebrais, ligamentos e nervos, podendo, a depender da dor, incapacitar o paciente.
A intensificação pode ser entendida pelos seguintes 4 tipos:
A dor profunda é na lombar, podendo dificultar atividades como ficar deitado e/ou sentado na mesma posição por um tempo. Os sintomas são bem parecidos com os mencionados no tópico acima.
Tipo de espondiloartrose que causa desconforto nas costas e/ou pescoço. Esses sintomas podem aparecer isoladamente ou em conjunto.
A espondiloartrose cervical é o tipo de artrose que afeta as articulações da coluna na região do pescoço, gerando dor no pescoço que irradia para o braço, tonturas ou zumbidos frequentes.
A espondiloartrose pode ser diagnosticada pelo neurologista, médico geral e/ou ortopedista. Geralmente, ao analisar o histórico do paciente, exames como raio-x e ressonância magnéticas são solicitados, para que seja possível identificar qual o tipo de artrose e, então, informar qual o melhor tratamento.
O tratamento da espondiloartrose deve ser realizado com um neurologista ou ortopedista. Ele irá indicar o tratamento medicamentoso para alívio da dor e desconforto, como anti-inflamatórios, de acordo com o grau da espondiloartrose e da condição de saúde do paciente.
Além do medicamento, a fisioterapia é muito importante para o tratamento da espondiloartrose a curto e longo prazo, proporcionando uma qualidade de vida melhor ao paciente.
Outros tratamentos naturais podem ser sugeridos, como acupuntura, massagem e osteopatia. Com esses tratamentos, a espondiloartrose deverá diminuir drasticamente, proporcionando dias sem dor ao paciente.
Caso o cenário seja mais grave, existe cirurgia para a espondiloartrose, porém, este em último caso, que tem por objetivo alinhar as estruturas ósseas e o disco intervertebral. Basicamente, uma prótese articular ou discal será implantada, removendo os osteófitos (calos) que causam o desconforto.
A espondiloartrose não possui cura definitiva, pois se trata de um processo degenerativo da coluna associado ao envelhecimento das articulações vertebrais. No entanto, existem diversos tratamentos capazes de controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.
Com acompanhamento médico adequado, fisioterapia e exercícios de fortalecimento da musculatura da coluna, muitas pessoas conseguem manter boa mobilidade e reduzir a dor por longos períodos. Em casos mais avançados, podem ser indicados procedimentos intervencionistas ou cirurgia da coluna.
Na maioria dos casos, a espondiloartrose não é considerada uma doença grave. Trata-se de uma condição degenerativa comum que aparece com o envelhecimento da coluna.
Muitas pessoas apresentam sinais de espondiloartrose em exames de imagem sem sentir dor ou limitação funcional. No entanto, quando ocorre inflamação ou compressão de nervos da coluna, podem surgir sintomas como dor lombar, dor irradiada para as pernas ou braços e perda de mobilidade.
Nessas situações, o tratamento adequado é importante para evitar piora dos sintomas e preservar a qualidade de vida.
Existem algumas formas de prevenção e melhoria na qualidade de vida do paciente que possui espondiloartrose, como:
A fisioterapia é bastante recomendada, pois a atividade ideal é prescrita e mais certeira, além de ser natural, algumas opções de tratamento com a fisioterapia são:
A fisioterapia e a realização de exercícios físicos adequadamente poderão auxiliar nessa prevenção. No entanto, não é necessário, e nem permitido, atividades exaustivas para uma melhora mais rápida, isso poderá, na verdade, causar a piora do quadro.
Por isso, qualquer uma dessas atividades físicas deverá ser realizada com o auxílio de um profissional;
É importante lembrar que a espondiloartrose é uma doença progressiva e degenerativa, que mostrará melhoria após um determinado tempo.
Sim, os medicamentos anti-inflamatórios, como:
Porém, nunca se automedique. Você pode entender um quadro erroneamente e o medicamento pode agravar a situação.
Pode causar. Quando as alterações da coluna comprimem raízes nervosas, a dor pode irradiar para as pernas, quadro conhecido como radiculopatia.
Sim. Exercícios orientados, especialmente fisioterapia, pilates e fortalecimento muscular, ajudam a estabilizar a coluna e reduzir a dor.
A doença é degenerativa, portanto pode evoluir lentamente ao longo dos anos. No entanto, tratamento adequado e atividade física podem reduzir bastante os sintomas.
A degeneração da coluna pode estar associada à hérnia de disco, mas uma condição não necessariamente leva à outra.
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Este artigo foi atualizado por Dr Thiago Rodrigues, PhD, em 09/03/2026