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Mulher com vertigem, com uma das mãos na cabeça e a outra indo segurar algo material sem movimento.

O que é vertigem: conheça as principais causas, tipos e sintomas

Vertigem é um tipo de tontura caracterizado pela sensação de que o ambiente está girando ou se movendo. É um tipo específico de tontura caracterizado pela sensação ilusória de movimento, geralmente descrita como a impressão de que o ambiente está girando ou que o próprio corpo está rodando.

Esse sintoma ocorre quando há alterações no sistema responsável pelo equilíbrio, que envolve principalmente o ouvido interno (sistema vestibular), o tronco encefálico e o cerebelo.

Embora muitas pessoas utilizem os termos “tontura” e “vertigem” como sinônimos, eles não significam exatamente a mesma coisa. Entender essa diferença é importante para identificar corretamente a causa do problema e procurar o especialista adequado.

Para saber mais sobre o que é vertigem e entender qual o profissional contatar, continue a leitura! 😉

O que é vertigem?

A vertigem é uma sensação falsa de movimento, mesmo quando o corpo está parado. A forma mais comum é a vertigem rotatória, na qual o paciente sente que tudo está girando ao seu redor.

Além dessa sensação, algumas pessoas relatam:

  • sensação de balanço

  • inclinação do corpo

  • oscilação do ambiente

  • instabilidade ao caminhar

Frequentemente a vertigem vem acompanhada de sintomas como:

  • náuseas

  • vômitos

  • dificuldade para manter o equilíbrio

  • sudorese fria

  • movimentos involuntários dos olhos (nistagmo)

Desenho do ouvido externo, médio e interno, indicando a nomenclatura pras diferentes estruturas e sistemas.

Imagem 2 | Reprodução BrasilEscola

Como funciona o sistema de equilíbrio do corpo

O equilíbrio do corpo depende da integração de três sistemas principais:

  1. Sistema vestibular, localizado no ouvido interno

  2. Sistema visual

  3. Sistema proprioceptivo, que envolve músculos e articulações

No ouvido interno existem estruturas chamadas utrículo, sáculo e canais semicirculares, preenchidas por líquidos e células sensoriais que detectam os movimentos da cabeça.

Essas informações são enviadas ao cérebro, que integra os dados com a visão e a propriocepção para manter o equilíbrio corporal.

Quando ocorre alguma alteração nesse sistema, o cérebro pode interpretar sinais de forma incorreta, gerando a sensação de vertigem.

abaixo quais são!

Tontura x vertigem: qual é a diferença?

A tontura é um termo amplo que descreve qualquer sensação de desequilíbrio ou instabilidade.

Já a vertigem é um tipo específico de tontura, caracterizado pela sensação de movimento rotatório ou deslocamento do ambiente.

De forma simplificada:

  • Tontura: sensação geral de instabilidade ou fraqueza

  • Vertigem: sensação de movimento ou rotação

Portanto, nem toda tontura é vertigem, mas toda vertigem pode ser considerada um tipo de tontura.

Quais são as principais causas de vertigem?

Diversas doenças podem causar vertigem. Em geral, elas são classificadas em causas periféricas (relacionadas ao ouvido interno) ou causas centrais (relacionadas ao sistema nervoso central).

Entre as causas mais comuns estão:

  • Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)

  • Labirintite

  • Doença de Ménière

  • Enxaqueca vestibular

  • Traumatismo craniano

  • Infecções do ouvido interno

  • Efeito colateral de medicamentos

  • Doenças cardiovasculares

  • Anemia

  • Estresse intenso

Em casos menos frequentes, a vertigem pode estar associada a doenças neurológicas como:

  • AVC (acidente vascular cerebral)

  • esclerose múltipla

  • tumores do sistema nervoso, como o schwannoma vestibular

Principais tipos de vertigem

Algumas condições específicas podem causar vertigem. Entre as mais importantes estão:

Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)

É a causa mais comum de vertigem. Ocorre quando pequenos cristais de cálcio do ouvido interno (otólitos) se deslocam para os canais semicirculares.

A vertigem costuma surgir ao mudar a posição da cabeça, como ao deitar ou levantar da cama.

Vertigem periférica

Está relacionada a alterações no ouvido interno, como labirintite ou doença de Ménière.

Geralmente provoca vertigem intensa, acompanhada de náuseas e vômitos.

Vertigem central

É causada por alterações no sistema nervoso central, envolvendo estruturas como o cerebelo e o tronco encefálico.

Pode ocorrer em situações como:

  • AVC

  • tumores cerebrais

  • esclerose múltipla

  • enxaqueca vestibular

Vertigem cervicogênica

Relacionada a alterações na coluna cervical, geralmente associadas a dor no pescoço e rigidez muscular.

Vertigem psicogênica

Está associada a fatores emocionais, como ansiedade ou transtornos de pânico, e costuma ocorrer junto com sensação de instabilidade e insegurança ao caminhar.

Sintomas mais comuns de vertigem

Os sintomas podem variar conforme a causa, mas geralmente incluem:

  • sensação de rotação do ambiente

  • náuseas e vômitos

  • perda de equilíbrio

  • dificuldade para caminhar

  • zumbido no ouvido

  • perda auditiva temporária

  • nistagmo (movimentos involuntários dos olhos)

A duração das crises pode variar bastante. Em alguns casos, os episódios duram apenas segundos, enquanto em outros podem persistir por horas ou dias.

Sintomas de alerta em vertigem

Alguns sintomas associados à vertigem podem indicar condições mais graves e exigem avaliação médica urgente:

  • perda de consciência

  • fraqueza em um lado do corpo

  • dificuldade para falar

  • visão dupla

  • dor torácica

  • vômitos persistentes

Nessas situações, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

Como é feito o diagnóstico da vertigem

O diagnóstico é baseado principalmente na história clínica e no exame físico.

Dependendo da suspeita diagnóstica, o médico pode solicitar exames complementares, como:

  • ressonância magnética do crânio

  • tomografia computadorizada

  • audiometria

  • testes vestibulares

  • avaliação neurológica completa

Esses exames ajudam a identificar se a vertigem tem origem no ouvido interno ou no sistema nervoso central.

Tratamento para vertigem

O tratamento depende da causa da vertigem.

Entre as principais opções estão:

  • medicamentos para controle dos sintomas

  • manobras de reposicionamento vestibular (como a manobra de Epley)

  • fisioterapia vestibular

  • tratamento da doença de base

Na vertigem posicional benigna, por exemplo, as manobras de reposicionamento costumam resolver o problema rapidamente.

Já em casos associados a doenças neurológicas ou cardiovasculares, o tratamento deve ser direcionado para a causa específica.

Vertigem tem cura?

Na maioria dos casos, a vertigem tem tratamento e pode ser controlada ou resolvida, dependendo da causa que está provocando o sintoma. A vertigem não é uma doença em si, mas sim um sintoma de diferentes condições médicas, principalmente relacionadas ao ouvido interno ou ao sistema nervoso.

Em muitas situações, o quadro pode melhorar completamente após o tratamento adequado. Um exemplo comum é a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), uma das causas mais frequentes de vertigem. Nesses casos, manobras específicas realizadas pelo médico ou fisioterapeuta, como a manobra de reposicionamento vestibular, podem resolver o problema rapidamente.

Outras condições, como labirintite, doença de Ménière ou enxaqueca vestibular, também possuem tratamento que ajuda a reduzir as crises e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. Dependendo do diagnóstico, podem ser utilizados medicamentos, reabilitação vestibular ou mudanças no estilo de vida.

Em situações menos comuns, quando a vertigem está relacionada a doenças neurológicas, como tumores, AVC ou esclerose múltipla, o tratamento será direcionado para a condição de base.

Por isso, embora nem sempre seja possível falar em “cura” imediata para todos os casos, a grande maioria dos pacientes consegue controlar ou eliminar as crises de vertigem com o diagnóstico correto e o tratamento adequado.

Se os episódios de vertigem forem frequentes, intensos ou acompanhados de sintomas neurológicos, é importante procurar avaliação médica para investigar a causa e iniciar o tratamento mais apropriado.

Perguntas frequentes sobre vertigem (FAQ)

Vertigem é a mesma coisa que tontura?

Não exatamente. A tontura é um termo amplo que inclui diversas sensações de desequilíbrio ou instabilidade. Já a vertigem é um tipo específico de tontura caracterizado pela sensação ilusória de movimento, geralmente descrita como a impressão de que o ambiente está girando.

Quanto tempo dura uma crise de vertigem?

A duração pode variar bastante dependendo da causa. Na vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), por exemplo, os episódios costumam durar alguns segundos ou minutos. Já em doenças como a doença de Ménière, as crises podem persistir por horas.

Vertigem pode ser sinal de doença neurológica?

Sim. Embora muitas causas de vertigem estejam relacionadas ao ouvido interno, algumas condições neurológicas também podem provocar o sintoma, como AVC, esclerose múltipla ou tumores cerebrais. Por isso, quando a vertigem vem acompanhada de sintomas neurológicos, é importante procurar avaliação médica.

Qual médico trata vertigem?

A vertigem pode ser avaliada por diferentes especialistas, dependendo da causa. Os profissionais mais envolvidos no diagnóstico são o otorrinolaringologista e o neurologista.

Vertigem tem tratamento?

Sim. O tratamento depende da causa do problema. Em muitos casos, a vertigem pode ser tratada com medicamentos, manobras de reposicionamento vestibular ou fisioterapia vestibular. Quando a vertigem está relacionada a outra doença, o tratamento deve ser direcionado para essa condição.

Vertigem pode desaparecer sozinha?

Em algumas situações, sim. Certos tipos de vertigem podem melhorar espontaneamente com o tempo. No entanto, se os sintomas forem frequentes, intensos ou acompanhados de outros sinais neurológicos, é importante procurar avaliação médica.

 

Gostou de saber mais sobre o que é vertigem e seus tipos?  Então, se aventure por outros temas do nosso blog. Aproveite!

Texto atualizado por Dr Thiago Rodrigues, Neurocirurgião, PhD, em 09/03/2026

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Dr Thiago Rodrigues | CRM 140571 | RQE 59016 Neurocirurgia e Clínica de Dor
Dr. Thiago Rodrigues, MD, PhD | Neurocirurgião e Especialista em Dor (EPM/UNIFESP)
CRM 140571 | RQE 59016 | São Paulo — Iowa City (2026) | contato@neurocirurgiasp.com.br
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