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Fotografia de um médico examinando um bebê que pode estar com hidrocefalia.

Hidrocefalia: conheça as 9 causas e mais de 20 sintomas

Hidrocefalia é uma doença que requer diagnóstico e tratamento emergente para oferecer uma boa qualidade de vida ao paciente.

Trata-se de um quadro que pode ser congênito mas também pode ser adquirido. Além disso, os sintomas são muitos, as causas também variam bastante. Saiba quais são os sintomas da hidrocefalia e como tratar do quadro, continue a leitura! 🙂

O que é hidrocefalia?

Hidrocefalia é uma doença crônica causada pelo excesso do líquido cefalorraquidiano (LCR) nas cavidades cerebrais, gerando pressão intracraniana e sintomas diversos. 

Quando esse líquido se excede nos ventrículos (cavidade cerebrais), o cérebro é pressionado e o sistema ventricular é dilatado, o que faz com que a cabeça do paciente cresça de forma anormal. Veja uma comparação de um cérebro saudável e um cérebro de paciente com hidrocefalia:

 Imagem comparativa do cérebro de um paciente com e sem hidrocefalia.

A hidrocefalia é extremamente limitante e favorece para o aparecimento de outras doenças, ampliando as complicações do quadro. Procure um profissional para cuidar do quadro ainda que os sintomas estejam mínimos!

Função e funcionamento do LCR no cérebro

Líquido cefalorraquidiano (LCR) ou líquor é algo que todo ser humano produz e necessita para proteção mecânica do sistema nervoso central (amortecimento em casos de choques e traumas) e remoção de resíduos do metabolismo cerebral.

Visualmente, trata-se de um líquido aquoso e incolor. Quanto ao seu funcionamento, o LCR percorre o cérebro e a medula espinhal por meio dos espaços subaracnóideo e cavidades ventriculares, depois disso, é absorvido na corrente sanguínea.

Todos os dias o LCR é produzido e absorvido na mesma quantidade, cerca de 250ml. O processo se repete em média 2 a 3 vezes diariamente num paciente adulto.  Quando, por diferentes razões, esse processo é bloqueado, há um maior acúmulo do líquor, gerando a hidrocefalia.

O que causa a hidrocefalia?

A hidrocefalia é causada por diferentes razões, principalmente em quadros de traumas cranianos, seja por doenças ou acidentes. Também é comum em quadros de oclusão da circulação do líquor.

Dentre as causas da hidrocefalia, trouxemos as 9 mais comuns:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Hemorragias por meningites
  • Hemorragia intraventricular
  • Tumor na medula espinhal
  • Complicações no parto
  • Meningite bacteriana
  • Infecção na gravidez
  • Tumores cerebrais
  • Quadro congênito

Existem muitos quadros em que a causa da incapacidade cerebral de reabsorção do líquido, em resumo a hidrocefalia,  não é conhecida, portanto, também há a causa de hidrocefalia idiopática.

Algumas dessas causas são evitáveis até certo ponto, já outras são uma surpresa, como a causada por hemorragia intraventricular.

Fatores de risco 

É mais comum que a hidrocefalia acometa bebês e idosos, ainda que possa ser uma doença generalizada.

No Brasil, há uma estimativa de 11 mil novos casos de hidrocefalia por ano em adultos, principalmente a partir dos 65 anos. Já em quadros de crianças, a cada 500 crianças, 1 pode ser impactada.

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Tipos de hidrocefalia

Existem três tipos de hidrocefalia e eles se relacionam bastante com as causas. Conheça quais  são eles:

  • Hidrocefalia congênita: tipo em que o bebê já nasce com a doença, seja por infecções na gestação ou doenças congênitas. Em quadros como esse, características visuais podem ser comuns, dentre elas a macrocrania, ou seja, cabeça com um volume maior que o padrão. Pode ser obstrutiva ou não obstrutiva.
  • Hidrocefalia adquirida: tipo em que o paciente pode ter sofrido um trauma na cabeça e então adquirindo a doença. Tumores cerebrais e AVE (Acidente Vascular Cerebral) também desenvolvem o quadro de hidrocefalia. Pode ser obstrutiva ou não obstrutiva.
  • Hidrocefalia de pressão normal: tipo comum em pacientes acima de 50 anos, pois o quadro é desenvolvido com o passar dos anos e de forma bastante lenta. Pode ser caracterizado por pacientes com alterações cognitivas ou dificuldade motora.

*Hidrocefalia obstrutiva: obstrução do trajeto de circulação do LCR.

É preciso realizar um acompanhamento profissional com ou sem o quadro. Quanto antes diagnosticado, mas eficaz é o tratamento.

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Sintomas da hidrocefalia

Fotografia de médico examinando a pressão do idoso, que pode estar com hidrocefalia.

Os sintomas da hidrocefalia variam bastante a depender da causa e da idade do paciente. Entenda melhor como podem ser os sinais em cada quadro:

Sintomas da hidrocefalia em bebês

Em bebês, é comum que os sintomas de hidrocefalia sejam:

  • Letargia
  • Vômitos
  • Sonolência
  • Macrocrania
  • Irritabilidade
  • Choro agudo
  • Má alimentação
  • Olhar para baixo
  • Estrabismo convergente
  • Convulsões (pouco frequente)
  • Aumento da fontanela/moleira anterior
  • Turgidez das veias superficiais do crânio
  • Aumento na curva do perímetro cefálico (PC)
  • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor

Em crianças já maiores, os sintomas de hidrocefalia podem ser tanto os mencionados acima como os a seguir, no entanto, essas apresentam uma maior deficiência intelectual e de aprendizagem.

Sintomas da hidrocefalia em adultos e idosos

Geralmente, apresentam sintomas de pressão intracraniana elevado, portanto:

  • Apneia
  • Convulsões
  • Irritabilidade
  • Desorientação
  • Sono excessivo
  • Náuseas e vômitos
  • Dificuldade motora
  • Problemas de visão
  • Ataques epilépticos
  • Incontinência urinária
  • Dor de cabeça (cefaleia)
  • Estrabismo convergente
  • Alteração de personalidade
  • Alterações do ritmo respiratório
  • Distúrbios de coordenação motora
  • Diminuição das capacidades mentais, incluindo a memória e o raciocínio.

Nos adultos alguns sintomas da hidrocefalia, como dificuldade para caminhar e demência, são sutis inicialmente mas pioram de forma gradual.

Principais sintomas da hidrocefalia

Nomeado por tríade da hidrocefalia, os três sintomas abaixo são os mais emergentes e característicos a doença:

  • Deficiência progressiva da memória (Demência)
  • Instabilidade para caminhar (Mobilidade)
  • Incontinência urinária

É comum da hidrocefalia que em pacientes infantis a cabeça se dilate. Isso ocorre pois a expansão da cabeça ainda não havia consolidação óssea da caixa craniana, mas em adultos sim, portanto, o líquido em excesso irá se acumular no ventrículos, gerando os diferentes sintomas mencionados acima.

Quanto ao avanço dos sintomas, os idosos podem demorar a desenvolver o quadro, além de ser facilmente confundível com outras doenças, como o próprio AVC.

Apenas o profissional poderá diagnosticar e indicar o tratamento correto. Os sintomas irão se diferenciar de caso para caso, independente da idade.

Diagnóstico da hidrocefalia

O diagnóstico da hidrocefalia é realizado por uma série de exames físicos, históricos de saúde e, principalmente, de imagem, como:

  • Ultrassonografia pré-natal (antes do nascimento), geralmente é realizado em exame de rotina da gestante
  • Ultrassonografia do crânio (recém-nascido e após)
  • Tomografia Computadorizada (TC)
  • Ultrassom (recém-nascido)
  • Ressonância Magnética (RM)

Exames diagnósticos também podem ser solicitados, dentre eles:

  • Cisternografia/ teste de infusão lombar
  • Vigilância de Pressão Intracraniana
  • Drenagem lombar controlada
  • Teste terapêutico Tap-Test
  • Testes neuropsicológicos
  • Angiografia

A partir desses exames, o neurologista identifica se é uma hidrocefalia, qual o seu nível de desenvolvimento, o tipo e/ou causa e, por fim, indica o melhor tratamento para o quadro.

Tratamento para hidrocefalia

A hidrocefalia não tem cura, mas pode ser tratada e proporcionar ao paciente uma boa qualidade de vida, com menos limitações. Mas é importante que o tratamento seja iniciado com urgência, assim que diagnosticado.

Veja algumas opções de tratamento para hidrocefalia:

  • Derivação ventricular externa (DVE)

Em casos de hidrocefalia por infecção e hemorragia. Trata-se de um tratamento temporário para diagnósticos precoces.

  • Cirurgia de shunt ventrículo-peritoneal ou VP

Sendo uma solução mais definitiva para a hidrocefalia, a colocação de válvulas irá estabelecer a quantidade de líquido a ser drenado e realizará o desvio para a cavidade abdominal. Hoje as válvulas são programáveis.

  • Neuroendoscopia

Este tratamento para hidrocefalia é realizado através de uma pequena craniotomia. Uma câmera de vídeo será inserida em um endoscópio no cérebro, ela irá realizar uma fenestração no assoalho do III ventrículo para a circulação do LCR. É comumente utilizada em hidrocefalia obstrutiva.

  • Cirurgia shunt lombo-peritoneal ou Punção lombar

Com o objetivo de remover o LCR, a punção lombar é realizada repetidas vezes até que a derivação seja instalada. Trata-se um procedimento realizado por um tubo plástico que deve criar uma via de drenagem alternativa permanente para o LCR, reduzindo a pressão cerebral, principal consequência da hidrocefalia.

O shunt é um tratamento bastante comum em quadros de hidrocefalia. O procedimento se resume em utilizar válvula e 2 cateteres de silicone e plástico de polipropileno para drenagem do LCR. Nada utilizado fica visual, ou seja, sob a pele, veja um exemplo:

imagem em que mostra como funciona o procedimento de Shunt.

Cirurgia de hidrocefalia

Os procedimentos cirúrgicos de hidrocefalia são relativamente curtos, mas é preciso cuidar bastante para não gerar infecções. Por isso, o paciente poderá ter que raspar uma área específica do cabelo, será necessário utilizar um sabão especial e, principalmente, esterilizar toda a sala de cirurgia.

Quanto ao procedimento cirúrgico para hidrocefalia, entenda em um rápido passo a passo de uma das opções mencionadas acima (Shunt): 

  • Pequena incisão no escalpo
  • Orifício no crânio
  • Acesso a dura (membrana protetora do cérebro)
  • Inserção de cateter seja no ventrículo lateral
  • Incisões para posicionamento da válvula
  • Inserção de cateter peritoneal ou atrial
  • Bandagem estéreis após o procedimento

Dentro de 2 a 7 dias o paciente pode receber alta, mas isso dependerá bastante do progresso dele em específico. Ainda, é extremamente necessário continuar com as observações e consultas rotineiras, a fim de entender a eficácia do tratamento, se há riscos de complicações pós-cirúrgicas e acompanhamento do quadro de desenvolvimento da hidrocefalia.

É possível que seja necessário realizar alterações na válvula, seja porque ela possua um mau funcionamento ou porque ficou pequena para o paciente. Alinhe isso com o seu médico e cuide dessa responsabilidade tão importante.

Busque um neurologista de confiança, fale com o Dr. Thiago!

Gostou de saber o que é hidrocefalia e quer saber mais sobre outras doenças, então, recomendamos diversas leituras do nosso blog. 🙂

Se você ou alguém próximo possui essa ou qualquer outro tipo de dor, realize o tratamento adequado e viva com muito mais qualidade. Fale com um especialista!

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Dr Thiago Rodrigues | CRM 140571 | RQE 59016 Neurocirurgia e Clínica de Dor
Dr. Thiago Rodrigues, MD, PhD | Neurocirurgião e Especialista em Dor (EPM/UNIFESP)
CRM 140571 | RQE 59016 | São Paulo — Iowa City (2026) | contato@neurocirurgiasp.com.br
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